7 Dicas para reduzir o risco de acidentes na sua clínica

Quem procura tratamentos estético e ou de fisioterapia, escolhe a clínica com base em diversos pontos, como: bom atendimento, indicações, qualidade do profissional e das máquinas, e muitos outros.

Além destes critérios, é muito importante que você ofereça segurança para seus clientes, reduzindo ao máximo a chance de acidentes.

No Relatório de Denúncias em Serviços de Interesse para a Saúde, publicado em 2018 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, os serviços de estética e embelezamento representaram 62% das denúncias. As queixas mais comuns estão relacionadas à falta de higiene (29,8%) e à falta de esterilização de utensílios (28,9%).

Para não deixar o seu negócio fazer parte dessa estatística, separamos 7 dicas essenciais para reduzir o risco de acidentes.

1. Respeito às normas sanitárias

As normas da ANVISA, para fiscalização de centros de estética e ou fisioterapia, se baseiam nas diretrizes criadas para fiscalizar as empresas da área de saúde em geral.

Seu espaço de atendimento deve seguir à risca as seguintes normas e práticas de biossegurança:

  • piso liso, impermeável, lavável e resistente;
  • paredes revestidas de material liso, resistente, impermeável e lavável;
  • iluminação para boa condição visual e ventilação que garanta ambiente arejado;
  • instalação elétrica suficiente para o número de equipamentos instalados;
  • água encanada;
  • banheiro com pia, água corrente, sabão líquido, papel toalha e lixeira com pedal;
  • local apropriado para limpeza, desinfecção ou esterilização de artigos, contendo pia exclusiva e equipamento para esterilização;
  • local apropriado para manuseio de produtos químicos;
  • lixeiras sinalizadas adequadamente, com identificação dos resíduos gerados (químicos, biológicos, e perfurocortantes);
  • extintores de incêndio devidamente instalados;

Todos os equipamentos devem ter registro reconhecido pela ANVISA com base nos seguintes requisitos:

  • licença de funcionamento emitida pela Vigilância Sanitária Local;
  • autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) da Anvisa;
  • certificado de cumprimento das Boas Práticas de Fabricação e Controle (CBPFC);
  • empresa cadastrada no portal da Anvisa.

Vale lembrar que o uso de equipamento sem registro na ANVISA é considerado crime e tanto a clínica quanto o profissional que o opera podem ser responsabilizados.

2. Limpeza do ambiente

É muito importante que a limpeza e a desinfecção do ambiente sejam feitas diariamente. Essa rotina garante o controle dos micro-organismos presentes nas partículas de poeira, sujeira, fumaça e fuligem que entram no ambiente pelo ar, pelo solo e pelas pessoas.

O contato desses elementos com a água, com cosméticos, matérias-primas e extratos pode propiciar a sua proliferação e causar contaminação.

Para diminuir esse risco, mude periodicamente o saneante utilizado para limpar o ambiente e evite que os micro-organismos criem resistência ao produto.

3. Limpeza dos Equipamentos

Confira nossos modelos de autoclave clicando na imagem.

Além da limpeza necessária para remover a sujeira da superfície, os equipamentos e periféricos que você utiliza precisam passar por desinfecção e, no caso dos utensílios de metal, por esterilização.

Qual é a diferença? A desinfecção elimina alguns tipos de bactérias, vírus e fungos presentes nas superfícies e geralmente é feita usando cloro, desinfetante e álcool. Já a esterilização extingue todas as formas de vida presentes no material, sendo uma medida de biossegurança para evitar a transmissão de agentes causadores de doenças como HIV, hepatite B e hepatite C. Para isso, você pode utilizar agentes químicos ou aparelhos como as autoclaves.

As autoclaves promovem a esterilização pelo contato do material com vapor de água em temperatura e pressão elevadas.

Desta forma tornando seguro a reutilização de materiais que sejam autoclaváveis. Esse equipamento pode ser encontrado em diversos tamanhos e preços.

Escolha o seu de acordo com a sua demanda, frequência e a quantidade de materiais que precisam ser esterilizados em seu negócio. Em caso de dúvida, clique aqui e converse com nossos Especialistas, eles irão te ajudar na sua escolha.

4. Uso de EPI’s

Os Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s são imprescindíveis, não só para o cumprimento das normas de biossegurança, mas principalmente para a proteção da saúde e da integridade física dos profissionais. Veja a seguir os equipamentos que você deve utilizar durante os procedimentos:

Jaleco: cria uma barreira de proteção para reduzir a possibilidade de transmissão de micro-organismos, preservando sua pele da exposição a sangue, fluidos corpóreos e materiais infectados. Não guarde com objetos pessoais e restrinja seu uso às áreas de trabalho.

Luvas: usadas como barreira de proteção, previnem a contaminação das mãos e evitam que micro-organismos sejam transmitidos durante os procedimentos. Não dispensam a necessidade de lavar as mãos e, após o uso, você deve descartá-las.

Máscara: protege as mucosas da boca e do nariz contra a ingestão ou inalação de micro-organismos. Deve ser utilizada em todos os procedimentos e, no final de cada atendimento, descartada. Antes de retirá-la, remova as luvas e lave as mãos.

Touca: evita a queda de cabelos (que contêm inúmeros micro-organismos) na área do procedimento e preserva seus fios do contato com secreções. Para isso, você precisa cobrir todo o cabelo e as orelhas, sem deixar mechas aparentes.

Óculos: são usados para evitar que secreções entrem em contato com seus olhos durante o atendimento. Coloque após a máscara e os mantenha posicionados sobre ela. Use toalhas de papel e soluções antissépticas ou sabonetes germicidas para limpá-los.

5. Conservação dos descartáveis

Mesmos os produtos descartáveis usados nos tratamentos também precisam de cuidados antes da sua utilização para evitar contaminação. Quanto menor o contato direto com o ambiente e com o profissional, melhor.

Procure manter esses materiais em suas embalagens originais, sempre verifique as recomendações do fabricante de como deve ser a forma de armazenamento.

Outro ponto muito importante é a verificação da data de validade e o seu controle. Sempre que este prazo expirar, suspenda o uso do produto e verifique a melhor forma de descarte.

6. Descarte de materiais

O lixo gerado no seu estabelecimento necessita de separação, acondicionamento e destinação diferenciados.

Para isso, é preciso adotar um conjunto de normas, condutas e técnicas que visam diminuir a produção e proporcionar um encaminhamento seguro dos resíduos, protegendo trabalhadores, saúde pública e meio ambiente.

Um correto gerenciamento de resíduos requer a identificação das lixeiras para que cada lixo seja descartado no local correto.

Os resíduos comuns você pode acondicionar em saco plástico de qualquer cor, exceto branca, e o preenchimento dos sacos não pode ultrapassar dois terços da sua capacidade.

Os resíduos infectantes não perfurantes e não cortantes devem ser descartados em sacos plásticos de cor branca leitosa, enquanto os materiais perfurantes e cortantes devem ser depositados em recipientes apropriados de parede rígida, devidamente identificados.

Recomendações para o manusear os resíduos infectantes:

  • manipule esses resíduos o mínimo possível;
  • mantenha os sacos plásticos em local seguro até o descarte;
  • nunca abra os sacos plásticos para inspecionar seu conteúdo;
  • preserve a integridade dos sacos plásticos durante o manuseio;
  • armazene em local apropriado e acessível ao serviço de coleta.

7. Outras medidas preventivas

Todas as medidas citadas até aqui, para evitar acidentes na sua clínica, precisam estar acompanhadas de cuidados simples com a higiene pessoal e com a rotina de trabalho:

  • esteja sempre com roupas limpas, unhas aparadas, cabelos limpos e, caso sejam longos, mantenha-os presos;
  • sempre lave as mãos antes dos atendimentos, evitando contato com a pia e a torneira;
  • não guarde seus objetos de uso pessoal com suas roupas e equipamentos de trabalho;
  • faça a assepsia do cliente antes do procedimento, para evitar contaminação;
  • troque os lençóis e toalhas a cada atendimento e use produtos apropriados para lavá-los;
  • por fim, sempre que for realizar um atendimento, cuide para que os aparelhos e instrumentos estejam devidamente higienizados e esterilizados.

Uma clínica livre de acidentes e infecções, significa uma recuperação mais rápida para os seus clientes.

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Fonte: ANVISA (https://bit.ly/2ThM8oe)

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